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terça-feira, setembro 30, 2014

Bancários do Piauí aderem à greve nacional e pedem reajuste de 12,5%

Durante este período, apenas os caixas de autoatendimento vão funcionar.
Greve acontece em bancos de todo o país.


Os bancários do Piauí iniciaram nesta terça-feira (30) uma greve por tempo indeterminado. Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Arimatéa Passos, o movimento nacional tem adesão de todos os estados brasileiros e a principal reivindicação é referente ao reajuste salarial de 12,5%.
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Bancários do Piauí aderiram à greve que acontece em quase todo país (Foto: Catarina Costa / G1)Bancários do Piauí aderiram à greve que acontece em quase todo país (Foto: Catarina Costa / G1)
"A decisão foi acertada após assembleia geral dos bancários realizada ainda na semana passada. Nós pedimos também 13º, cesta alimentação, auxílio creche de R$ 724 ao mês, que as agências adotem mais segurança, mais contratações e denunciamos o assédio moral, pois os funcionários são obrigados a cumprirem longa jornada de trabalho. A Federação Nacional dos Bancos apresentou apenas um aumento de 7% no salário e desconsiderou as demais reivindicações, por isso decidimos pela greve", contou o presidente do sindicato.
Ainda de acordo com Arimatéa Passos, durante a greve apenas os terminais de autoatendimento estarão funcionando. "São cerca de três mil bancários ativos no estado, mais da metade estão lotados em Teresina, e esperamos a adesão de todos. Os funcionários estão reunidos nas portas dos bancos e não vamos trabalhar até que haja negociação", informou.
A categoria espera uma negociação nos próximos dias com a Fenaban para que o movimento não prejudique o pagamento de salário das pessoas e falte dinheiro nos caixas eletrônicos, mas até o momento a Fenaban não se pronunciou sobre o caso.

terça-feira, outubro 08, 2013

FMI reduz a projeção de crescimento do Brasil em 2014 para 2,5%

Segundo as projeções, Brasil terá o menor crescimento entre países emergentes; para 2013, a previsão foi mantida em 2,5%

  WASHINGTON - O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve a projeção de crescimento do Brasil em 2013, mas reduziu a de 2014. Os economistas do Fundo seguem apostando que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro crescerá 2,5% este ano, de acordo com o relatório Perspectiva Econômica Global, divulgado nesta terça-feira (8) pelo Fundo no início de sua reunião anual. A estimativa é a mesma que havia sido divulgada em julho. Mas, para o ano que vem, a projeção anterior de alta de 3,2% do PIB foi reduzida para 2,5%.

Se o crescimento de 2,5% se confirmar em 2014, este será a menor alta entre os emergentes. Apesar de a projeção ter sido cortada, a Índia deve crescer 5,1% em 2014 e 3,8% em 2013. As projeções para o PIB da China também foram reduzidas e o documento diz que o país asiático terá nos próximos anos um ritmo menos intenso de crescimento do que vinha registrando. Em 2013, a previsão de crescimento da economia baixou de 7,8% para 7,6%. No ano que vem, foi reduzida de 7,7% para 7,3%. 

No caso da Rússia, o PIB deve crescer 3% em 2014 e 1,5% em 2013. O documento ainda calcula uma alta de 2,9% da economia da África do Sul em 2014 e de 2% em 2013.

Os países emergentes, ressalta o FMI, estão registrando crescimento menor e devem contribuir menos com o avanço do PIB mundial este ano e nos próximos. As taxas de expansão destes mercados estão em torno de três pontos porcentuais abaixo do que eram em 2010, com Brasil, Índia e China respondendo por dois terços do declínio. No caso do Brasil e Índia, o relatório destaca que parte da desaceleração deve-se a uma infraestrutura insuficiente, que limita uma maior expansão da atividade, além de questões regulatórias.
A América Latina deve crescer 2,7% este ano e 3,1% no próximo, nos dois casos uma redução de 0,3 ponto porcentual ante a estimativa divulgada em julho. O México deve se expandir apenas 1,2% este ano. O país teve o maior corte na estimativa do PIB em 2013 no relatório de hoje, com redução de 1,7 ponto.

Manutenção da projeção
Foi a primeira vez em mais de um ano que o FMI manteve a projeção de crescimento brasileiro para 2013, já que o número vinha sendo reduzido a cada novo relatório com estimativas econômicas do Fundo desde meados do ano passado. Para 2014, a redução de 0,7 ponto porcentual na projeção do PIB brasileiro foi a maior entre os principais países com números divulgados hoje pelo FMI.

No relatório, o FMI destaca que a recuperação da economia brasileira deve continuar em ritmo moderado, ajudada pela alta do dólar e pelo consumo, além das políticas de estímulo do governo para incentivar o investimento. Mas o documento chama atenção para o fato de que a inflação alta pode pesar no desempenho do varejo ao reduzir o poder de compra da população. Incerteza política e problemas pelo lado da oferta também podem continuar a prejudicar a atividade econômica.

Em meio à inflação ainda alta, o FMI diz que o Brasil pode precisar elevar novamente os juros. "Em um grupo de países, incluindo Brasil, Índia e Indonésia, um maior aperto (na política monetária) pode ser necessário para fazer face à continua pressão inflacionária vinda da limitação da capacidade produtiva e que deve ainda ser reforçada pela recente depreciação da moeda", afirma o documento, que reserva boa parte de sua análise para descrever a desaceleração econômica dos mercados emergentes - movimento que acabou acontecendo em intensidade maior do que se esperava.

O FMI estima que o índice de preços ao consumidor vá subir 6,3% este ano no Brasil e 5,8% no próximo. O déficit da conta corrente deve ficar em 3,4% e 3,2%, respectivamente neste ano e no próximo. Já para a taxa de desemprego a previsão é de 5,8% e 6%. Ainda sobre o Brasil, o FMI alerta que a política fiscal do País precisa ser reforçada com urgência, dado o alto nível de endividamento.

FITERT